Se antes a telemedicina era vista como uma opção alternativa, hoje ela se consolidou como uma ferramenta essencial para o acesso à saúde e o acompanhamento contínuo.
No entanto, para médicas e médicos que atendem por telemedicina, o desafio agora é outro: não basta apenas estar online; é preciso garantir que a experiência digital tenha a mesma qualidade técnica, ética e humana do encontro presencial. Afinal, a tela separa os corpos, mas não pode afastar o cuidado.
Neste artigo, vamos explorar melhor o que é telemedicina e como você pode profissionalizar seus atendimentos à distância, garantindo segurança jurídica e a satisfação de quem está do outro lado da câmera. Acompanhe!
Para entender o que é telemedicina e como funciona, na prática, precisamos ir além da ideia de “videochamada”. Esse tipo de consulta é mediada por tecnologias que auxiliam na assistência, prevenção de doenças, promoção de saúde e educação.
Quem busca a telemedicina deve ter em mente que ela é uma prática regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Isso significa que uma teleconsulta possui a mesma validade ética e legal de um atendimento presencial, exigindo o mesmo cuidado com o preenchimento de prontuários, sigilo das informações e responsabilidade profissional.
Realizar um atendimento de excelência no ambiente virtual exige planejamento. Diferente do consultório físico, onde a estrutura já está pronta, no digital você é responsável por transmitir credibilidade e segurança, além de deixar o(a) paciente confortável.
Abaixo, confira duas orientações que você pode pôr em prática antes da consulta:
Escolha um local silencioso, bem iluminado, preferencialmente com luz frontal para evitar sombras no rosto, e com fundo neutro. Um ambiente desorganizado pode passar uma imagem de improviso ou descuido.
Além disso, a postura deve ser a mesma do atendimento presencial. O uso de vestimenta profissional ou jaleco ajuda a passar segurança para as pessoas, mostrando que aquele momento, mesmo por uma tela, é uma consulta séria e formal.
Ninguém quer fazer uma teleconsulta na qual a imagem trava constantemente. Por isso, garanta uma conexão de internet estável e, se possível, tenha um “plano B”, como o 4G/5G do celular, para emergências.
Teste a câmera e o microfone antes de iniciar o dia. Utilizar fones de ouvido também é uma prática recomendada, pois, além de melhorar a qualidade do áudio, eles garantem o sigilo da conversa.
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A maior barreira da telemedicina não é tecnológica, é humana. A ausência do “olho no olho” pode criar uma sensação de frieza. Mas para diminuir essa distância, você pode adaptar a comunicação. Confira abaixo, cinco dicas essenciais:
É instintivo olhar para o rosto da outra pessoa na tela do computador. Porém, ao fazer isso, para quem está do outro lado, pode parecer que você está olhando para baixo.
Considerando isso, tente alternar o olhar diretamente para a lente da câmera, especialmente quando estiver falando ou explicando um diagnóstico. Isso simula o contato visual direto e aumenta a conexão e a confiança com cada paciente.
No presencial, a linguagem corporal diz muito, mas no virtual, esses sinais são mais sutis. Por isso, a escuta ativa precisa ser redobrada. Espere o(a) paciente concluir o raciocínio antes de falar e verbalize que você está entendendo, com frases como “compreendo” ou “certo”. Assim, você consegue demonstrar empatia, fazendo a pessoa se sentir mais acolhida.
O exame físico não desaparece na telemedicina, ele se transforma. Na prática, se necessário, você precisará orientar cada paciente a realizar testes ou mostrar lesões. Nesses casos, é preciso ser uma pessoa extremamente didática e paciente.
Peça para a pessoa se posicionar melhor frente à luz ou afastar a câmera. Outra dica é fazer o procedimento em frente à câmera para servir de exemplo.
A distância pode gerar dúvidas que algumas pessoas têm vergonha de esclarecer. Por conta disso, antes de desligar a câmera e finalizar a consulta, faça um resumo do que foi falado e pergunte: “Ficou alguma dúvida sobre como tomar a medicação?” ou “Você entendeu os sinais de alerta para ir ao pronto-socorro?”.
Se no consultório físico o atraso é compreensível, no digital a tolerância é menor. Lembre-se de que a pessoa que vai se consultar está “sozinha” esperando em frente a uma tela em branco. Então, se houver imprevistos, avise imediatamente. Respeitar o horário agendado demonstra profissionalismo e consideração.
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Mesmo que agora tenha ficado mais claro como funciona a telemedicina, na prática, é comum ainda restarem dúvidas. Para ajudar você, respondemos a seguir, algumas das principais perguntas sobre o assunto. Confira:
Sim. O atestado de telemedicina possui a mesma validade legal do documento físico em todo o território nacional. Para isso, é obrigatório que você utilize uma assinatura digital com certificado padrão ICP-Brasil.
Hoje, a telemedicina que aceita convênio já é uma realidade em todo o país. A maioria das operadoras que oferecem planos de saúde equipara a consulta online à presencial, seguindo as diretrizes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
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Mais do que uma boa conexão de vídeo, a telemedicina exige uma gestão de dados impecável. O erro comum é focar apenas na chamada e esquecer a estrutura de suporte: onde ficam os dados dos(as) pacientes? Como você assina as receitas? Como controla o faturamento de diferentes convênios?
A plataforma ideal é aquela que se adapta ao tamanho do seu negócio, seja você uma pessoa que atua de forma autônoma ou gerencia uma clínica já estabelecida. Pensando nisso, a Amigo Tech oferece diversas soluções para cada momento da sua carreira:
Se sua prioridade é mobilidade, atender em plantões, consultórios compartilhados ou fazer telemedicina de casa, o Amigo One é seu consultório na palma da mão. Ele centraliza sua rotina com:
Agora, se você gerencia uma clínica com um grupo de profissionais, o Amigo Clinic integra o presencial e o digital. Ele potencializa seu comando com:
Ou seja, não importa o tamanho de sua operação: tenha a tecnologia certa a seu lado. Conheça as soluções da Amigo Tech e evolua seu atendimento. Entre em contato com nossa equipe!
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Quem vive a rotina médica sabe: o relógio é um dos principais desafios do dia. Entre encaixes, atrasos e a atenção que cada paciente exige, a sensação é de que o tempo nunca é suficiente.
Muitos médicos e médicas ainda tratam a agenda apenas como uma lista de horários, mas ela é mais do que isso: é o que define o ritmo de seu trabalho. Uma gestão de agenda médica eficiente serve para garantir previsibilidade e qualidade de atendimento.
Se você deseja melhorar seu sistema de agenda médica, neste artigo trouxemos dicas de como retomar o controle de seus horários, reduzir as faltas no consultório e como a tecnologia pode ajudar nesse desafio. Acompanhe!
A agenda médica é o recurso onde ficam organizados os horários de cada atendimento. Ela também deve considerar momentos de pausas estratégicas, possíveis realocações e o tempo real necessário para cada procedimento.
Na prática, ela funciona como um guia para as atividades do consultório. Quando mal estruturada, as consequências são imediatas: sala de espera lotada, gerando estresse, desistências de pacientes e sobrecarga de trabalho.
Vale lembrar que, na saúde, um horário vago é um faturamento perdido. Portanto, profissionalizar esse controle, considerando imprevistos e intervalos, é garantir que sua hora de trabalho seja valorizada e que o consultório opere com eficiência.
O caderno de papel ou a planilha simples têm seu valor: são ferramentas acessíveis e que não exigem aprendizado técnico. Para quem está no primeiro mês de consultório, com um fluxo baixo de pacientes, elas podem ser suficientes.
Porém, conforme sua carreira avança, a agenda manual revela sua ineficiência. Ela não gera relatórios, não envia lembretes automáticos e, o pior de tudo: não possui backup. Se o caderno for perdido ou o arquivo do computador for corrompido, todo o histórico e os compromissos do consultório desaparecem.
Já a agenda digital surge como uma boa opção pela agilidade, organização e segurança. Ela automatiza tarefas repetitivas, facilita a marcação e a remarcação de consultas e protege seus dados na nuvem.
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Para quem atende em diferentes lugares ou possui um número considerável de pacientes, a agenda médica online traz uma série de benefícios, que você confere abaixo:
Com um app de agenda médica, você não precisa procurar ou ligar para a secretaria para saber seu próximo compromisso. É possível checar a grade, bloquear horários pessoais e ver encaixes em tempo real pelo celular, onde quer que você esteja.
Deixar uma agenda de papel aberta no balcão da recepção expõe os nomes e dados de pacientes a qualquer pessoa que passe. No ambiente digital, isso muda. Os dados são protegidos por senha e criptografia, garantindo a privacidade que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige.
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Erros podem acontecer, e agendas manuais facilitam situações como, por exemplo, marcar duas pessoas no mesmo horário. Mas com uma agenda digital, o sistema bloqueia automaticamente horários já ocupados e alerta sobre conflitos.
Ao clicar no nome de um(a) paciente na agenda, você acessa o histórico de atendimentos anteriores ou o prontuário. Isso agiliza a consulta e demonstra profissionalismo, pois você já sabe exatamente o contexto do caso, sem precisar perguntar tudo do zero.
Ter a agenda lotada é o objetivo, mas sem estratégia, ela pode se tornar uma fonte de estresse. Adotar uma agenda médica online é o primeiro passo, mas a ferramenta sozinha não resolve tudo.
Para extrair o máximo potencial da tecnologia, é preciso configurar o sistema a seu favor. Confira a seguir, algumas dicas de como fazer isso:
Nada quebra mais o ritmo da consulta do que gastar os primeiros 15 minutos preenchendo fichas cadastrais. Por isso, use seu sistema de agenda médica para enviar um formulário automático pelo WhatsApp um dia antes.
Assim, você já recebe as informações básicas, como a queixa principal, medicamentos em uso e alergias. Isso libera tempo para o que realmente importa: ouvir, examinar e diagnosticar com calma.
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Existe um mito de que a agenda médica online tira o controle dos médicos e médicas. Na verdade, é o contrário: você define as regras. Não é preciso deixar todos os horários abertos, por exemplo.
Use o sistema para equilibrar seu dia. Você pode configurar o software para aceitar no máximo duas “primeiras consultas” por turno, por exigirem mais tempo e atenção, intercalando-as com consultas de retorno.
Imprevistos fazem parte da medicina: um(a) paciente atrasa no trânsito ou um caso clínico se revela mais complexo do que parecia. Se sua organização de horários for contínua sem intervalos, um atraso de 10 minutos pela manhã vira uma bola de neve ao meio-dia.
Por conta disso, a recomendação é inserir margens de segurança em sua grade. Deixe propositalmente 15 a 30 minutos bloqueados a cada três atendimentos. Se houver atraso, você usa essa margem para compensar.
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Com tantas opções no mercado, definir qual tecnologia vai acompanhar sua rotina pode parecer difícil. O segredo para escolher o melhor sistema de agenda para consultório médico é olhar além da grade de horários. O diferencial está na integração.
Busque soluções nas quais o agendamento já converse com o prontuário e com o financeiro. Assim, ao finalizar a consulta, o sistema facilita a cobrança ou a emissão da nota fiscal, eliminando a necessidade de digitar os dados manualmente.
Ao avaliar um sistema de agenda médica, priorize também plataformas completas, capazes de acompanhar sua evolução, seja você uma pessoa profissional autônoma ou gestora de uma clínica em expansão.
Foi pensando nessa integração que as soluções da Amigo Tech foram criadas. Unimos uma agenda inteligente com confirmação automática, prontuário e gestão financeira em uma única plataforma segura e simples de usar.
Seja para garantir agilidade para médicos e médicas que atuam de forma autônoma com o Amigo One ou para gerenciar uma estrutura maior com o Amigo Clinic, nossa tecnologia evolui junto com seu crescimento.
Conheça as soluções da Amigo Tech e transforme a gestão de seus atendimentos hoje mesmo!
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Você acabou de se formar em Medicina e não sabe como receber por seu trabalho, nem sabe muita coisa sobre impostos? Essas são dúvidas bastante comuns entre os médicos, sobretudo os profissionais recém-formados. Mas afinal, PJ ou PF para médicos: qual a melhor opção?
A diferença entre um médico atender como pessoa física ou pessoa jurídica está relacionada à forma como a prática médica é estruturada legalmente e aos impactos financeiros e tributários associados a cada opção.
Quando você atua como Pessoa Física (PF), o serviço prestado fica atrelado a seu CPF (Cadastro de Pessoa Física).
Já no caso de Pessoa Jurídica (PJ), o médico exerce sua prática clínica ou médica através de uma entidade legalmente constituída, como empresa ou sociedade.
Por se tratar de um profissional da área da saúde, o médico não precisa abrir empresa para prestar seus serviços, portanto pode ser contratado como celetista ou prestador de serviço autônomo.
O profissional celetista trabalha em regime de emprego formal, tendo vínculo empregatício com uma instituição, seja hospital, clínica ou outra entidade de saúde.
Esse médico é considerado um empregado e está sujeito às normas e condições estabelecidas na CLT, legislação trabalhista que estabelece as regras e regulamentações para as relações de trabalho entre empregadores e empregados no Brasil.
Ao contrário do empregado, o trabalhador autônomo não está subordinado juridicamente à pessoa ou empresa que o contratou.
Mas, apesar de não ter vínculo empregatício, há um contrato entre o profissional e a empresa contratante, que estabelece as obrigações de ambas partes.
Nesse caso, para receber o pagamento, o médico deve emitir um recibo (RPA) usando seu CPF.
Alguns médicos, especialmente os recém-formados, por não ter muito conhecimento sobre as burocracias e regulamentações, acabam optando por iniciar na profissão como Pessoa Física, mas isso implica em algumas desvantagens.
O médico que escolhe trabalhar como PF consegue emitir recibos utilizando o próprio CPF, pagando o INSS e o Imposto de Renda com alíquotas que podem chegar a 27,5%.
No caso dos profissionais autônomos, existe ainda o ISS, imposto instituído pelos municípios e que varia de 2% a 5%.
Além disso, as oportunidades de atendimento são reduzidas, pois a maioria das empresas (clínicas, hospitais e outras entidades de saúde) prefere contratar médicos que possuem PJ, como explicaremos na sequência.
Essa é a forma mais comum no meio médico. Nesse caso, você pode trabalhar de forma autônoma e abrir uma PJ por conta própria ou associar-se a uma cooperativa. Mais a frente você entenderá o quão perigosa é esta última opção.
Abrir uma empresa significa uma nova etapa na carreira médica. Ao exercer a profissão como PJ, o médico desfruta de alguns benefícios.
Além de ter mais controle sobre as operações realizadas em seu nome, você também consegue pagar menos impostos do que pagaria como pessoa física, por meio de um planejamento tributário específico para seu perfil de empresa.
Ter uma pessoa jurídica em seu nome facilita que você tenha vários vínculos de trabalho, diferentemente do que prevê a CLT. Ou seja, você amplia as opções de atuação e possui mais oportunidades de prestar seu serviço.
Como PJ, você tem validade em todo o território nacional. Independente do estado onde é registrada sua empresa, você poderá trabalhar em qualquer lugar do país.
No início do artigo, falamos que o risco legal assumido é um dos fatores levados em consideração na hora de escolher a melhor forma de receber, ao iniciar a carreira médica.
Associar-se a uma Sociedade Cooperativa ou "PJotão", como também é conhecida, é uma prática muito comum no meio médico, embora não ofereça segurança legal alguma.
Nesse caso, o profissional se associa à PJ de outros médicos, sendo um colaborador que contribui financeiramente e compartilha os lucros.
No entanto, ao fazer parte de uma "empresa coletiva", você está assumindo riscos jurídicos, contábeis e impasses comerciais, decorrentes das ações de terceiros.
Em função disso, evite esse caminho e aconselhe seus colegas a seguir seu exemplo. Se o CFM notificar esse "PJotão" pelo erro de um profissional, todos são responsabilizados.
Temos certeza de que esse não é um risco que você quer assumir.
Levando em consideração as particularidades de cada opção e os fatores que influenciam nessa escolha, é seguro dizer que atuar como Pessoa Jurídica com sua própria empresa é a forma mais vantajosa.
Para ficar ainda mais claro, comparamos dois cenários. Observe que no cenário B, o profissional consegue ter uma economia de R$ 20 mil ao final do ano.

Além de economizar, você tem mais segurança e oportunidades para exercer sua profissão.
Outra vantagem é a possibilidade de benefícios que a PJ oferece, como possuir os ativos protegidos e poder escalar seus serviços.
Mas se você ainda prefere atuar como Pessoa Física, aqui vão alguns cuidados:
Se você ainda não atende como PJ, abrir uma empresa é o primeiro passo. Isso envolve contratar um contador, pagar a taxa de abertura na Junta Comercial (DAE), ter um endereço virtual e o certificado digital em nuvem.
Outra opção é contratar o Amigo Contábil. Além de abrir uma empresa individual sem custos, você também contará com uma equipe especializada para adequá-lo à menor carga tributária legal.
Você foca em cuidar de seus pacientes, e deixa as burocracias com a Amigo.

É formado em medicina e está buscando seu primeiro plantão médico? Provavelmente você deve estar se perguntando:
O primeiro plantão médico é um rito de passagem inesquecível na carreira de qualquer profissional. Para quem está prestes a ingressar nessa fase da jornada médica, é fundamental estar preparado e ciente das responsabilidades envolvidas e considerar vários fatores. Ao buscar o primeiro plantão, há que ter em conta seu perfil, objetivos de carreira e nível de confiança
O serviço pode variar desde trabalhar em UPAs com menos movimento em áreas remotas, até em unidades de emergência movimentadas na cidade. É crucial considerar seus pontos fortes e fracos ao fazer essa escolha.
Neste artigo, exploraremos o que é essencial saber antes de assumir o primeiro plantão médico:
Obs: a dica 4 é geralmente ignorada pelos profissionais recém-formados, mas faz uma grande diferença!
1. Segurança na prática clínica
Ao escolher seu primeiro plantão médico, é fundamental preparar-se para as possíveis situações que você poderá enfrentar e refletir sobre os seguintes pontos:
Se você não sentiu segurança ao responder alguma das respostas acima, é aconselhável buscar um plantão em que você não seja o único médico presente. Além disso, é importante saber se na unidade em que você estará trabalhando haverá especialistas disponíveis e como você poderá contar com a colaboração deles durante o serviço.
Os plantões médicos envolvem a capacidade de responder às demandas que surgem, incluindo procedimentos, diagnósticos e transferências para unidades especializadas. A duração varia de 12 a 24 horas e pode ocorrer em vários locais, como hospitais, ambulatórios, clínicas e até eventos.
No início, você se deparará com situações em que será necessário tomar decisões rápidas e precisas. É importante lembrar que ninguém espera que você saiba tudo, mas espera-se que você seja capaz de atuar com profissionalismo e ética.
2. Troca de experiência com colegas da área
Conversar com um colega da área que já passou pela experiência do primeiro plantão médico pode ajudá-lo a se preparar melhor. Os hospitais e clínicas são ambientes altamente colaborativos, onde vários profissionais de saúde trabalham juntos para proporcionar o melhor atendimento aos pacientes.
Esteja disposto a trabalhar em equipe, consultando outros médicos, enfermeiros, farmacêuticos e especialistas, quando necessário. A troca de informações e a colaboração são cruciais para o tratamento eficaz dos pacientes.
3. Possibilidades de contratação pelo local de trabalho
Historicamente, os plantões são conhecidos por oferecerem pagamentos elevados e remuneração imediata, mas a realidade é mais complexa. Um ponto para ter em vista é quais as formas de contratação que o local em que se pretende dar o plantão utiliza.
A forma de contratação pode ser por CLT ou por prestação de serviços, com flexibilidade no número de plantões para profissionais contratados como PJ. Os valores dos plantões dependem do empregador, tipo de contrato, localização e especialização do médico.
Com todas essas informações levantadas, agora, vamos seguir para a dica mais importante!
4. Possuir uma PJ constituída antes do plantão
Sabemos que o período de formação é desafiador. Mas, enquanto médico recém-formado, é essencial ter em mente a importância de constituir sua PJ, antes de pegar o CRM.
Isso porque é preciso considerar o tempo de elaboração desses documentos por parte dos órgãos envolvidos e questões burocráticas que fazem parte do processo.
Para constituir sua PJ, leva-se em média de 7 a 10 dias úteis. Se você passa a atuar em plantões, antes de dar entrada na documentação, você corre o risco de não receber por seu trabalho realizado, pois a PJ talvez não esteja já constituída. E nada melhor do que iniciar a carreira de forma organizada, concorda?
Neste artigo, também explicamos a melhor forma de receber como médico.
Leia também: PJ ou PF para médicos: qual a melhor opção?
Se você já leu, sabe que a melhor forma de receber pelo plantão é como PJ.
Após a constituição de sua pessoa jurídica, é necessário realizar a emissão dos certificados digitais - tanto da PJ quanto da PF - para solicitação de enquadramento na Receita Federal e na Prefeitura. Esse processo também pode levar alguns dias, até que seja autorizada a emissão de nota fiscal e, consequentemente, haja o recebimento dos valores trabalhados.
É preciso considerar também a abertura de uma conta bancária para PJ, em paralelo a sua constituição, para efetivar o cadastro nos respectivos locais de atendimento.
Nessas horas, quem tem Amigo sai na frente! Com o aplicativo Amigo One, você consegue fazer a gestão dos atendimentos e organizar todas as questões burocráticas das emissões de NFs em apenas 4 cliques.
Entre os diversos benefícios legais que a abertura de uma pessoa jurídica oferece, você também economiza muito mais. Pense que os impostos a serem pagos serão calculados de acordo com seu faturamento, podendo ser variáveis. No Amigo, você conta com o apoio de especialistas focados em viabilizar a menor alíquota para sua empresa.
O primeiro plantão médico é um marco empolgante e desafiador na carreira de um médico. Todas essas dicas são essenciais para enfrentar esse momento com confiança e tranquilidade!
Lembre-se de que cada caso é uma oportunidade de aprendizado e crescimento profissional, e, com o tempo e a experiência, você se tornará um médico ainda mais competente e compassivo.
Esteja sempre disposto a aprender, evoluir e fornecer o melhor cuidado possível a seus pacientes.
Conte com um Amigo que o acompanha em toda a sua carreira.

O médico recém-formado passou por uma longa jornada até o tão sonhado registro no conselho de medicina. Desde o vestibular, sempre bastante concorrido, passando pelas horas de estudo e a rotina exaustiva durante todo curso.
No entanto, esses foram apenas os primeiros desafios do profissional, que será bastante cobrado durante a carreira. Afinal, após a formatura, o jovem médico precisa tomar decisões que vão impactar diretamente sua nova caminhada.

Sendo assim, separamos os 5 principais desafios enfrentados pelos médicos recém-formados e o que fazer para superá-los.
Neste conteúdo iremos mostrar:
Alguns dos desafios enfrentados pelos médicos recém-formados não têm ligação com a prática médica. São questões que envolvem burocracia, autocuidado, gestão de carreira… Ou seja, assuntos que nem sempre é possível ter acesso na sala de aula.
É justamente sobre eles que vamos falar agora.
Definir um número exato de desafios que o médico enfrenta nos primeiros anos de profissão é impossível.
A Amigo tem contato direto com diversos profissionais que estão iniciando agora suas carreiras e, através deles, reunimos as principais dificuldades relatadas e sugerimos qual a melhor maneira de superar cada obstáculo.
Ironicamente, uma grande dificuldade do médico jovem é conseguir cuidar da sua saúde nos primeiros anos de carreira. Logo após a formatura, muitos já pensam em iniciar seus atendimentos, tirar os primeiros plantões, e acabam ignorando o autocuidado.
Não à toa, muitos profissionais são diagnosticados com transtornos e síndromes relacionadas à exaustão. A síndrome de burnout, por exemplo, já afeta 1 de cada 3 médicos no Brasil.

Por isso, é fundamental que o aluno inicie sua jornada de maneira controlada, sem abdicar de uma rotina saudável. Entre as principais dicas, podemos destacar:
Essa é uma grande dúvida que muitas vezes já surge nos primeiros anos de graduação. Ser médico generalista ou buscar uma especialização, qual o melhor caminho?
Há também aqueles que entram na universidade com uma intenção, mas ao longo dos anos acabam mudando de ideia. E isso não está errado, até porque não existe resposta certa para essa dúvida.
Por isso, é importante que o aluno que está perto de se formar ou até mesmo recém-formado levante alguns questionamentos antes de tomar essa decisão:
Além disso, é muito importante levar em consideração os planos e objetivos pessoais, como a remuneração e carga horária que considera adequada para o futuro.

Uma boa alternativa é conversar com profissionais mais experientes. Assim será possível observar o ponto de vista de pessoas que vivem as duas realidades.
O marketing e gestão de carreira é importante em toda área, ainda mais para quem está dando os primeiros passos na profissão. Ainda mais em um mercado crescentemente competitivo, como o da saúde.
Uma pesquisa recente mostrou que, nos próximos 10 anos, o Brasil dobrará a sua quantidade de médicos registrados. Por isso é fundamental que o profissional se prepare e crie estratégias para fortalecer o seu nome no mercado, tanto para atrair quanto para fidelizar os pacientes.
Isso é possível de algumas formas:
Essas questões são relevantes tanto para profissionais autônomos quanto para clínicas e consultórios médicos. Por isso, respondê-las é o ponto de partida para a construção de uma estratégia de marketing médico eficiente.

Como falamos anteriormente, o curso de medicina não permite que o aluno cumpra estágios remunerados para praticar aquilo que se estuda em sala de aula. Ou seja, as próprias universidades carecem de uma grade curricular com aulas teóricas e práticas.
Entretanto, nem todos conseguem finalizar o curso para atuar com segurança, mesmo que durante os anos de graduação tenham sido bons alunos.
E aí, como superar essa barreira nos primeiros anos de atuação como recém-formado?
Algumas dicas são:

O fato é que a insegurança atinge qualquer aluno que esteja dando os primeiros passos na área de atuação. A diferença é que na medicina um erro pode ser fatal, o que torna a insegurança bastante compreensível.
Até mesmo a burocracia é uma particularidade para os profissionais da saúde. Isso ocorre pois a própria lei brasileira impõe algumas distinções legais para quem atua na área. E, na maioria das vezes, essas questões não são abordadas pelas universidades, gerando preocupações e dúvidas constantes aos alunos.
Essas incertezas vão desde questões fiscais, como pagamento e recolhimento de impostos, até assuntos relacionados a preenchimento de guias e documentos necessários à rotina do médico.
A boa notícia é que com o avanço da tecnologia, está cada vez mais fácil executar por meio de terceiros atividades que não estejam relacionadas à saúde (e que só roubam tempo ao médico).
E a melhor forma de se livrar da burocracia é:

Embora desagradáveis, as atividades burocráticas são inerentes à rotina do médico recém-formado e aos demais profissionais da área da saúde. Caso sejam ignoradas ou realizadas de maneira incorreta, podem gerar multas ou penalidades que acabam prejudicando não só a carreira, como também a vida financeira do profissional.
Por isso, é mais eficiente e seguro contar com profissionais especializados em contabilidade médica.
O médico recém-formado encontra diversos desafios quando sai da universidade, sejam eles relacionados à atividade médica ou não. Por isso, é fundamental que os últimos meses de curso sejam dedicados para entender melhor o cenário que ele irá enfrentar.
A Amigo busca as melhores alternativas para simplificar o dia a dia desses profissionais.
Esse conteúdo foi útil e você gostaria de conhecer mais as nossas soluções?
Então acesse nosso site e conheça o Amigo One, aplicativo que simplifica a rotina de médicos autônomos, clínicas e consultórios médicos.

Escolher uma especialidade é apenas uma das grandes decisões que o médico deve tomar antes de iniciar sua longa caminhada profissional.
Ela tem como objetivo conferir o título de especialista ao profissional, algo que é bastante valorizado não só no mercado de trabalho, mas também pelos pacientes que buscam um atendimento diferenciado.
Entretanto, o futuro médico deve considerar vários fatores antes de escolher sua especialidade.
Por isso, para ajudar aqueles que ainda estão indecisos e precisam de uma ajuda, desenvolvemos um conteúdo com algumas dicas do que achamos importante analisar.
Antes de escolher uma especialidade, é importante entender todos os caminhos possíveis que o aluno pode seguir.
As duas opções são os cursos de especialização e a residência médica.
Há várias diferenças entre elas, como carga horária das aulas, reconhecimento acadêmico e até mesmo o lado financeiro.
Fizemos um quadro que mostra algumas das particularidades de cada uma.

Sabendo dessas diferenças básicas, o estudante já pode se planejar e se programar para o caminho que melhor atenda seu planejamento de carreira.
Após tomar essa decisão inicial, outros aspectos importantes a serem analisados são:
Importante lembrar que os pontos acima não devem ser analisados levando em consideração apenas as atividades ou matérias com as quais se tem afinidade.
É fundamental também excluir aquilo de que não se gosta e que não se deseja enfrentar no dia a dia.
Agora que já mostramos os pontos mais importantes que vamos abordar neste guia, está na hora de falar sobre cada um e como eles são importantes para a tomada de decisão.
Devemos considerar também que muitas vezes o estudante já entra no curso de medicina com uma especialidade definida. Mas aos poucos, conhecendo melhor cada área, essa decisão muda.
E isso não está errado.
Existe um mundo dentro da medicina e quanto mais você “viajar” por todas as áreas, mais fácil identificar a que mais se adequa ao seu perfil.

Assim como em toda profissão, o mercado de trabalho terá uma oferta e demanda por profissionais de cada área.
Além disso, vale considerar também que essa questão pode variar de região para região.
Ou seja, em sua cidade uma determinada especialidade pode não ter tanta oferta de trabalho. Mas em outro local (cidade ou estado) o cenário pode ser diferente.
Por isso, antes de considerar ou descartar uma especialidade, faça uma análise um pouco mais ampla do contexto de oferta e demanda e como você pode se adequar a essa realidade.
Vale a pena salientar que a oferta e demanda também vai impactar na remuneração do médico especialista. E esse é o nosso próximo ponto a ser analisado.
Conhecer a remuneração média de cada especialidade é fundamental para saber se ela atende a suas expectativas.
Entretanto, escolher uma área apenas pelo salário não é recomendado.
Imagine você dia após dia acordando para enfrentar uma rotina que não deseja apenas por questões financeiras…
Sua carreira como profissional da saúde será longa, então leve em consideração o salário apenas como um dos pré-requisitos, e não como ponto determinante.
Esse é um ponto muito importante pois muitos médicos quando começam a atuar na área de sua especialização podem acabar se frustrando com a rotina de atendimentos.
Isso não está apenas relacionado à carga horária, mas também ao formato do serviço.
E o que queremos dizer com isso?
Você deve considerar se deseja uma rotina mais controlada, como pacientes que marcam hora para serem atendidos. Ou então se prefere emergência e situações mais inesperadas.
Tudo isso deve ser levantado pois muitas dessas situações podem variar de acordo com a especialidade médica.
Pode parecer que não, mas os pacientes também vão acabar interferindo em sua escolha. Isso porque o tipo de público que é mais atendido pode variar segundo a área.
Se você não tem afinidade com crianças, por exemplo, a pediatria pode não ser a melhor opção.

E idosos: você gosta de atender? Bebês, jovens, adultos, pacientes em estado terminal, em situação grave precisando de atendimento de urgência…
Muitos são os contextos do público com o qual você irá se relacionar e eles também devem ser observados.
Muitas pessoas escolhem a medicina justamente por já terem afinidade durante a vida escolar com algumas matérias e estudos relacionados à saúde.
E na universidade o cenário é o mesmo.
Ao escolher uma especialidade, você deve observar quais disciplinas mais chamaram a sua atenção, quais você mais gostou de estudar. Da mesma forma, assuntos nos quais você não teve muito interesse podem ser descartados.
O local de trabalho também pode variar de acordo com a especialização do profissional. Portanto, veja o ambiente comum na área em que você deseja atuar.
Importante também considerar ambientes menos tradicionais, como eventos, setor público, acadêmico, empresarial ou forças armadas.
Conhecer todas as opções vai ajudar a encontrar a melhor alternativa para sua realidade, aumentando a chance de encontrar uma rotina que deixe você realizado profissionalmente.
O formato de contratação nada mais é do que o modelo de trabalho que você vai oferecer ao local de trabalho. Os mais comuns são o CLT, RPA ou PJ.
Para entender como funciona cada um deles, acesse esse conteúdo exclusivo em nosso blog.
Entender como funciona cada forma de contratação vai permitir que você veja se a especialidade de sua escolha se adequa a esse formato.
Se você deseja ser PJ, mas o modelo de contratação mais comum é o CLT, talvez seja melhor reconsiderar ou ver uma alternativa para se adaptar a outra realidade.
O local em que você irá estudar também é muito relevante, pois muitas vezes a residência ou curso de especialização não existe onde você reside.
Dessa forma, uma mudança drástica muitas vezes se faz necessário, como ir para outra cidade ou estado.
Já para aqueles que escolhem um curso de especialização, há a opção do formato EaD, possibilidade inviável para os que desejam a residência.
Essa análise é muito delicada, pois muitos alunos ou médicos recém-formados abrem mão de planos pessoais para focar no trabalho.
E você deve se perguntar: “onde eu desejo estar daqui a 5 ou 10 anos?”.
Responder essa pergunta vai permitir que você analise as especialidades que o ajudam a alcançar determinados objetivos.
Por isso, não leve em consideração apenas aspectos profissionais, mas também sua vida pessoal dos próximos anos.

Para finalizar esse guia, nada melhor do que uma dica de ouro: falar com profissionais mais experientes, professores e pessoas que já passaram por diversas especialidades diferentes.
Ouvir e entender melhor a realidade de outras pessoas vai levá-lo ao curso que deixe você mais próximo da vida real que você almeja.
Anote, faça perguntas e tente extrair ao máximo as informações que vão fazer você entender se aquela área é ideal para seu perfil. Tanto pessoal quanto profissional.
Para escolher uma especialidade médica é preciso analisar questões que vão além da sala de aula. Salário, ambiente de trabalho, planos pessoais e profissionais, tudo deve ser levado em consideração.
Entretanto, essa decisão não é simples, pois muitas vezes ela não impacta apenas a vida do aluno ou médico.
Por isso, não tenha pressa, estude tudo com calma pois esse é um momento importantíssimo que define o rumo de sua carreira.