O plantão é, quase sempre, o primeiro contato de pessoas médicas recém-formadas com a realidade do mercado. Mais do que uma porta de entrada, esse tipo de trabalho ajuda muitos(as) profissionais a adquirir mais experiência e até uma renda extra.
Porém, existe uma linha tênue entre usar o plantão como alavanca financeira e se tornar refém de uma rotina exaustiva. Isso porque muitas pessoas acabam acumulando escalas sem critério, comprometendo a própria saúde e a qualidade técnica dos atendimentos.
Por isso, neste artigo, vamos entender melhor como funciona um plantão médico, quais os tipos, como conseguir esse tipo de experiência e como organizar sua agenda médica. Confira!
O plantão médico é o termo usado para definir uma jornada de trabalho ininterrupta, geralmente de 12 ou 24 horas, voltada para garantir a assistência contínua em hospitais, UPAs e clínicas.
Na prática, a escala desse tipo de trabalho é seu maior diferencial. A pessoa plantonista pode trabalhar por turnos fixos ou variáveis. As configurações mais comuns são:
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Embora o plantão seja associado imediatamente à pessoa profissional recém-formada (generalista), ele é a base de atuação de diversas especialidades. O perfil de quem faz plantão geralmente se divide em três grupos:
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A dinâmica (e o estresse) de um plantão varia conforme o setor em que você atua no hospital. Não se engane: a rotina de quem está na linha de frente do Pronto-Socorro é completamente diferente da de quem atua na retaguarda de uma UTI ou em regime de sobreaviso.
Escolher o setor adequado a seu perfil técnico e emocional não é apenas uma questão de preferência, mas de sustentabilidade de carreira. Abaixo, detalhamos as principais diferenças entre esses cargos para ajudar você a decidir com qual você se identifica:
É o mais conhecido e o mais intenso. O volume de pacientes é alto e a variedade de casos é grande: desde uma gripe simples até um politrauma que chega sem aviso. Exige pessoas com agilidade de raciocínio e capacidade de triagem rápida.
Aqui, o foco deixa de ser o volume e passa a ser a complexidade. Em uma UTI, o médico ou médica cuida de menos pacientes, mas de casos mais graves. Exige conhecimento de fisiologia, drogas vasoativas e ventilação mecânica. Já na enfermaria, o foco é a evolução clínica e o ajuste terapêutico de pessoas internadas.
Nesta modalidade, a pessoa profissional não precisa estar fisicamente no hospital, mas deve estar disponível para ser acionada a qualquer momento. Isso é muito comum em especialidades cirúrgicas ou de apoio, como endoscopia e radiologia intervencionista.
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Definir quanto um médico ganha por plantão (ou médica), não é ciência exata, pois não existe um tabelamento nacional único. O valor oscila significativamente de acordo com três fatores: a região, a complexidade do setor e a urgência da escala, já que plantões em feriados ou coberturas de última hora costumam pagar acima da média.
Porém, mais importante que o valor bruto anunciado, é entender o “valor líquido” que realmente chega a seu bolso. Isso depende diretamente de seu modelo de contratação. Receber via RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) envolve descontos pesados de impostos na fonte.
Já a atuação como Pessoa Jurídica (PJ), embora exija CNPJ, costuma garantir uma retenção de lucro superior pelo mesmo serviço prestado. Portanto, ao avaliar uma vaga, faça a conta do quanto sobra para o seu bolso, e não apenas do quanto pagam.
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Diferente de empregos corporativos tradicionais, o mercado de plantões funciona muito na base da confiança e da agilidade. Confira três caminhos para encontrar oportunidades:
A maneira mais rápida de começar é por meio dos grupos de mensagens focados no repasse de plantões de sua região. Peça para colegas veteranos(as) ou residentes adicionarem você.
Muitos hospitais terceirizam a gestão do corpo clínico. Cadastre-se nas principais cooperativas médicas de sua cidade e em empresas de gestão de escala. Elas possuem processos seletivos formais e garantem um fluxo mais previsível de oportunidades, além de oferecerem maior segurança no recebimento.
No plantão, sua competência técnica é o mínimo esperado; sua postura é o diferencial. Chegar no horário, passar o caso de forma detalhada para colegas e tratar bem a equipe multidisciplinar são atitudes que constroem sua marca pessoal.
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O grande desafio das pessoas plantonistas é: quanto mais você trabalha, mais difícil fica controlar a vida pessoal e financeira.
Imagine fazer 10 plantões no mês, em 3 hospitais diferentes. Um deles paga via cooperativa no dia 05, outro via PJ no dia 20, e um terceiro exige emissão de nota fiscal em uma data específica para não atrasar.
O resultado podem ser notas esquecidas, horários não contestados e dinheiro perdido por conta de desorganização.
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