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Faturamento TISS: saiba como simplificar

Faturamento TISS: saiba como simplificar

O padrão TISS organiza o faturamento entre clínicas e convênios. Conheça os tipos de guias, o impacto financeiro e como usar a tecnologia a seu favor.
Por:
Amigo Tech
09 September 2026
min leitura

Clínicas que atendem convênios dependem de um faturamento bem organizado para receber corretamente os atendimentos realizados. Mas, entre a consulta e o repasse feito pela operadora, existe um processo cheio de etapas, campos obrigatórios e regras técnicas.

Quando esse processo falha, a clínica pode enfrentar recusas de pagamento, atrasos no repasse e retrabalho administrativo. Por isso, entender por que esses problemas acontecem começa pelo padrão TISS.

Para estruturar a troca de informações na saúde suplementar, a ANS estabeleceu o padrão TISS, responsável por organizar a comunicação entre clínicas, hospitais, laboratórios, consultórios e operadoras de planos de saúde.

Neste artigo, você vai entender o que significa TISS, como este padrão surgiu, quais são seus principais usos e como a tecnologia pode simplificar a gestão financeira médica.

Tiss: o que é?

TISS, sigla para Troca de Informação em Saúde Suplementar, é o conjunto de normas definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para padronizar a troca eletrônica de dados entre prestadoras de serviços de saúde, como clínicas, hospitais e consultórios, e operadoras de planos de saúde.

Na prática, isso significa que, quando uma clínica fatura um atendimento para um convênio, as informações precisam ser enviadas em um formato compatível com as regras da ANS e aceito pela operadora. 

Esse envio segue um formato estruturado e inclui informações como:

  • informações do atendimento; 
  • identificação de pacientes; 
  • dados de médicos e médicas;
  • códigos de procedimentos; 
  • valores; e
  • outros campos necessários para análise e pagamento.

Como surgiu o TISS?

O TISS surgiu no contexto da Resolução Normativa ANS nº 114/2005, e sua primeira versão foi instituída pela Instrução Normativa DIDES nº 17/2005. Desde então, ele passa por atualizações periódicas para acompanhar as necessidades técnicas e regulatórias da saúde suplementar.

A ANS publicou recentemente novas atualizações, incluindo mudanças em componentes como Comunicação e Representação de Conceitos em Saúde, que reúne a tabela TUSS.

No componente de Comunicação, por exemplo, a ANS passou a listar as versões 04.03.00 e 01.06.00 nas publicações de 2026. Essas versões afetam o envio de guias e devem ser compatíveis com os sistemas das clínicas.

Você pode conferir mais sobre as novas atualizações por meio do site gov.br, na página Padrão TISS – Julho/2026.

Quais são os tipos de faturamento TISS?

Quando se fala em tipo de faturamento TISS, normalmente estamos falando das guias usadas para registrar e cobrar diferentes atendimentos. Cada faturamento tem uma finalidade e campos obrigatórios próprios.

As principais guias padrão TISS são:

  • Guia de Consulta: aplicada quando um pessoa profissional presta serviço durante a internação e fatura seus honorários separadamente dos demais membros da equipe. É a guia mais utilizada em clínicas e consultórios.
  • Guia SP/SADT (Serviços Profissionais e Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Terapia): registra procedimentos, exames e terapias realizados fora do contexto de internação.
  • Guia de Honorários Individuais: utilizada quando uma pessoa profissional presta serviço em internação e cobra separadamente dos honorários da equipe.
  • Guia de Resumo de Internação: consolida todos os atendimentos e procedimentos realizados durante uma internação hospitalar.
  • Guia de Outras Despesas: registra materiais, medicamentos e insumos utilizados durante atendimentos e internações.

Leia também: Prescrição online — entenda como funciona e como oferecer

Como o faturamento TISS impacta a gestão financeira da clínica?

Agora que você já sabe o que é padrão TISS, é importante entender seu impacto na saúde financeira da clínica. Um erro de codificação, um campo obrigatório em branco ou uma versão desatualizada do padrão podem resultar em:

  1. Glosa total ou parcial: a operadora recusa o pagamento do procedimento por inconsistência na guia.
  2. Atraso no repasse: guias com erro precisam ser corrigidas e reencaminhadas, atrasando o fluxo de caixa da clínica.
  3. Retrabalho administrativo: a equipe precisa identificar o erro, corrigir a guia e reenviar, consumindo tempo que poderia ser dedicado a outras funções.
  4. Perda de receita por prazo vencido: algumas operadoras têm prazo máximo para envio de guias. Erros que geram reenvio tardio podem resultar em perda definitiva do valor.

Para clínicas que atendem múltiplos convênios, esses problemas se multiplicam, pois cada operadora pode ter regras específicas dentro do padrão TISS.

Leia também: Um guia sobre a gestão de clínicas e consultórios médicos

Perguntas frequentes sobre faturamento TISS

Reunimos abaixo as dúvidas mais comuns de gestoras e gestores de clínicas sobre o padrão TISS e o processo de faturamento.

1. O TISS é obrigatório para todas as clínicas? 

O padrão TISS é obrigatório para clínicas que atendem beneficiários de planos de saúde regulados pela ANS. Se o atendimento for exclusivamente de forma particular, não é preciso seguir o padrão, embora alguns locais adotem a estrutura internamente para organização.

2. Com que frequência o padrão TISS é atualizado? 

A ANS atualiza o padrão TISS periodicamente. A última versão foi publicada em julho de 2026 e está disponível na página Padrão TISS – Julho/2026. Clínicas que não atualizaram seus sistemas para a versão vigente podem ter guias rejeitadas pelas operadoras. 

3. O que fazer quando uma guia TISS é glosada? 

O primeiro passo é identificar o motivo da glosa, que deve ser informado pela operadora. Em seguida, corrigir a inconsistência na guia e encaminhar o recurso dentro do prazo estabelecido pela operadora

Contar com sistemas integrados que registram o histórico de guias e glosas torna esse processo mais ágil e reduz o tempo de resolução.

4. Como simplificar o faturamento TISS com tecnologia?

A principal causa de erros no faturamento do TISS é o preenchimento manual de guias. Quando a equipe precisa consultar a tabela TUSS, verificar as regras da operadora e preencher cada campo manualmente, o risco de inconsistência é alto.

Plataformas de gestão integrada resolvem esse problema ao automatizar o processo: o atendimento é registrado no prontuário, o código TUSS é selecionado diretamente no sistema, a guia é gerada automaticamente no padrão TISS correto e enviada à operadora sem necessidade de retrabalho manual.

Se a sua clínica ainda não conta com essa tecnologia, o ecossistema Amigo Tech foi desenvolvido para cobrir esse fluxo de ponta a ponta! 

A plataforma Amigo Clinic centraliza agendamento, prontuário, faturamento e controle financeiro em um único ambiente, com suporte ao padrão TISS e gestão de múltiplos convênios. 

Para completar, o Amigo Contábil ajuda na operação com suporte contábil especializado em saúde, controle de receitas e emissão de relatórios fiscais. 

Converse com a nossa equipe pelo WhatsApp e veja como simplificar o faturamento TISS da sua clínica!

Leia também: CID-10 — o que é e como funciona a classificação

As informações apresentadas neste artigo consideram as normas e diretrizes oficiais disponíveis até agosto de 2026, incluindo as publicações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre o Padrão TISS e seus componentes vigentes. Recomendamos o acompanhamento das atualizações no portal oficial da ANS para garantir a conformidade do faturamento da sua clínica.

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