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TUSS: conheça a tabela e saiba como ela pode ajudar no dia a dia de consultas

TUSS: conheça a tabela e saiba como ela pode ajudar no dia a dia de consultas

A tabela TUSS padroniza os códigos de procedimentos na saúde suplementar. Veja o que é, como consultar e como ela impacta o faturamento de clínicas.
Por:
Amigo Tech
23 June 2026
min leitura

Quem gerencia uma clínica que atende convênios sabe da importância de um detalhe: o código do procedimento precisa estar na guia de faturamento. Uma informação errada ou desatualizada pode resultar em recusa, atraso no repasse de valores e retrabalho administrativo.

Para evitar esses problemas, é preciso seguir à risca a Tabela TUSS, que reúne e padroniza toda codificação na saúde suplementar brasileira. Criada e regulamentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ela funciona como a linguagem comum entre clínicas, hospitais, laboratórios e operadoras de planos de saúde, garantindo que todas as instituições se refiram ao mesmo procedimento da mesma forma.

Neste artigo, você vai entender melhor o que é TUSS, como funciona a estrutura dos códigos, qual a diferença para a tabela AMB e como usar essa informação para reduzir perdas no faturamento da sua clínica.

O que é TUSS?

A Tabela de Terminologia Unificada em Saúde Suplementar (TUSS) é um padrão de codificação criado e regulamentado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para identificar e classificar procedimentos, eventos e itens assistenciais realizados no âmbito dos planos de saúde privados no Brasil.

A TUSS integra o padrão TISS, regulamentado pela Resolução Normativa ANS n.º 305/2012, e é de uso obrigatório para operadoras de planos de saúde e profissionais que atuam no setor suplementar.

Na prática, essa tabela funciona como a linguagem comum entre clínicas, hospitais, laboratórios e operadoras, para garantir que todas as instituições e profissionais se refiram ao mesmo procedimento da mesma forma.

Leia também: CID-10: o que é e como funciona a classificação

Como funciona o código TUSS?

Cada procedimento, exame ou item assistencial registrado na Tabela TUSS recebe um código numérico de oito dígitos. Essa sequência é organizada por grupos e subgrupos, seguindo uma hierarquia lógica que facilita a identificação e a consulta.

A estrutura do código da Tabela TUSS segue este padrão:

  • Primeiros dois dígitos: identificam o grupo principal, como consultas, exames laboratoriais, procedimentos cirúrgicos ou terapias.
  • Dígitos intermediários: especificam o subgrupo e a categoria do procedimento dentro do grupo principal.
  • Últimos dígitos: identificam o procedimento específico com precisão.

Por exemplo, o código 10101012 refere-se à consulta médica em atenção primária. Qualquer operadora de plano de saúde que receba essa sequência sabe exatamente qual serviço foi prestado, sem margem para interpretação.

Essa padronização permite a interoperabilidade entre sistemas de diferentes convênios e profissionais, eliminando ambiguidades de informações no faturamento.

Leia também: Um guia sobre a gestão de clínicas e consultórios médicos

AMB x TUSS: qual a diferença?

Antes da TUSS, o padrão de codificação utilizado no setor era a tabela AMB, sigla para Associação Médica Brasileira. Ela foi o referencial de precificação e codificação de procedimentos médicos durante décadas, mas apresentava limitações importantes, como:

  • era mantida por uma entidade privada;
  • não tinha caráter regulatório oficial;
  • sua atualização não acompanhava a velocidade de incorporação de novas tecnologias e procedimentos ao mercado.

Com a criação da ANS e a regulamentação do setor suplementar, a necessidade de um padrão unificado, oficial e de atualização contínua ficou evidente. A TUSS surgiu para preencher essa lacuna.

Diante disso, as principais diferenças entre as duas tabelas são:

  • Origem e gestão: a AMB é mantida pela Associação Médica Brasileira; já a TUSS é regulamentada e atualizada pela ANS, com caráter oficial e obrigatório para o setor suplementar.
  • Abrangência: a TUSS, além de procedimentos médicos, também cobre exames, terapias, itens de órteses, próteses e outros eventos assistenciais.
  • Obrigatoriedade: o uso da TUSS é obrigatório para comunicação entre operadoras e profissionais do setor suplementar. A AMB é uma referência de precificação, sem obrigatoriedade regulatória.
  • Atualização: a TUSS é atualizada periodicamente pela ANS com base nas demandas do setor. A AMB segue calendário próprio da entidade.

Na prática, muitas clínicas ainda usam a AMB como referência de precificação interna, mas a comunicação com operadoras de planos de saúde deve sempre utilizar o código TUSS.

Leia também: Como fidelizar pacientes? Dicas e boas práticas

Como consultar a Tabela TUSS atualizada?

A Tabela TUSS atualizada está disponível dentro do portal oficial da Agência Nacional de Saúde Suplementar, na seção dedicada ao Padrão TISS. O caminho para localizar a versão mais recente é:

  • Acesse o portal da ANS e navegue até o “Espaço do Prestador de Serviços de Saúde”.
  • Depois, clique em “TISS - Padrão para Troca de Informação de Saúde Suplementar”.
  • Ao abrir a nova aba, selecione a versão mais recente do Padrão TISS disponível. No momento da criação deste artigo, por exemplo, a opção está escrita assim: “Padrão TISS – Março/2026”.
  • Dentro da página, deslize para baixo e localize a opção “Componente de Representação de Conceitos em Saúde (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar)”.
  • Pronto. Agora, basta baixar o arquivo clicando no botão ao lado.

Para clínicas que utilizam sistemas de gestão integrados, a consulta da TUSS pode ser feita diretamente no módulo de faturamento, sem necessidade de acessar fontes externas durante o atendimento.

Vale a pena ressaltar que a ANS publica atualizações periódicas que incluem novos códigos, alterações de descrição e descontinuação de itens. Por isso, faça consultas periódicas ao Espaço do Prestador de Serviços de Saúde para garantir a conformidade e a atualização contínua.

Leia também: 5 passos para otimizar a gestão financeira de clínicas médicas

Perguntas frequentes sobre a tabela TUSS

Para te ajudar a entender melhor o assunto, respondemos abaixo às dúvidas mais comuns de profissionais da gestão clínica sobre o uso da tabela TUSS no dia a dia. Confira:

1. A TUSS é obrigatória para clínicas particulares que não atendem convênios?

Não. A obrigatoriedade da TUSS se aplica à comunicação entre profissionais e operadoras de planos de saúde no setor suplementar. Clínicas que atendem exclusivamente de forma particular não precisam usar a codificação TUSS, embora algumas optem por adotá-la como padrão interno de organização.

2. Com que frequência a tabela TUSS é atualizada?

A ANS publica atualizações da tabela TUSS periodicamente, sem calendário fixo. Como já mencionamos, as atualizações podem incluir novos códigos, alterações de descrição ou descontinuação de itens.

A nossa recomendação é acompanhar as publicações no portal da ANS ou utilizar um sistema de gestão que atualize a tabela automaticamente.

3. Como a tecnologia pode ajudar na gestão da TUSS e no faturamento de convênios?

Plataformas especializadas em gestão clínica resolvem esse desafio ao integrar a tabela TUSS diretamente ao fluxo de faturamento, eliminando a necessidade de consulta manual a cada procedimento.

Na Amigo Tech, temos a solução Amigo Clinic, que centraliza o faturamento de convênios com controle de tabelas, regras de repasse e conciliação bancária em um único ambiente.

Assim, sua clínica registra o procedimento, o sistema identifica o código correto e gera a guia em conformidade com os padrões da operadora, o que reduz cancelamentos e elimina retrabalho administrativo.

Converse com a nossa equipe pelo WhatsApp e entenda como o Amigo Clinic funciona na prática.

Leia também: Plantão médico: como começar, principais tipos e como funcionam as escalas

As informações apresentadas neste artigo baseiam-se na legislação e nas diretrizes vigentes em maio de 2026, incluindo a Resolução Normativa ANS n.º 305/2012 e as atualizações da Tabela TUSS publicadas pela ANS. Recomendamos o acompanhamento das atualizações periódicas no portal oficial da ANS para garantir a conformidade do faturamento

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